Rodrigo Bertoccelli e Rodrigo Cusciano publicaram o artigo “A difícil regionalização dos resíduos sólidos” no portal Poder360, onde analisam os desafios para a implementação de soluções consorciadas entre municípios para a gestão de resíduos. Eles destacam que, embora o Brasil avance lentamente na estruturação de concessões e parcerias público-privadas, com um potencial de investimento que se aproxima dos R$ 15 bilhões, a principal barreira para a regionalização ainda é política. A dependência da articulação e boa vontade dos prefeitos, especialmente em ano eleitoral, intensifica a resistência em assumir compromissos de longo prazo que envolvam a cobrança de tarifas, uma exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Os autores apontam que a complexidade para alinhar expectativas e mitigar interesses eleitorais entre dezenas de municípios tem se mostrado uma tarefa hercúlea. Mesmo com o apoio de órgãos como a Caixa Econômica Federal e o BNDES, a falta de protagonismo dos Estados, como ocorre no setor de saneamento, dificulta o processo. A incorporação de tecnologias de valorização de resíduos, como a geração de energia, ainda é vista com cautela, mas representa uma solução promissora a médio prazo para transformar um dos passivos ambientais mais crônicos do país. Este, entre outros temas, serão discutidos na II CIRSOL. 

O artigo completo está no link: www.poder360.com.br/opiniao/a-dificil-regionalizacao-dos-residuos-solidos/